STABREIM
Stabreim. Procedimento poético de escrever por meio de paralelismos sonoros.
Stab= bastão, apoio. Reim - rima.
Se a moda ou o uso nos permitisse retomar a forma genuína e verdadeira de escrever e falar - tichten no lugar de dichten [criar poesia]-, ganharíamos nos nomes combinados das três artes humanas primordiais - [arte da]dança, [arte do som e [arte da] poesia- uma imagem sensorial e lindamente descritiva da natureza dessa trindade de irmãs , ou seja, uma aliteração [Strabeim] completa, como é originalmente inerente à nossa língua. Essa aliteração [Strabeim] seria particularmente significativa, no entanto, por causa da posição que a arte da poesia Tichtkunst] ocuparia : como o último elemento da rima, [Tichtkunst] só a completa de fato como rima, na medida em que duas palavras só são elevadas a uma rima perfeita por meio da adição ou criação da terceira, de modo que, sem esse terceiro elemento, as duas primeiras só estão presentes por acaso, mas só são apresentadas como necessárias com ela [a terceira] e por meio dela, assim como o homem e a mulher só aparecem como verdadeiramente necessários por meio da criança concebida por eles. Assim como nessa rima o efeito procede de trás para a frente, do fim para o começo, assim também, com não menos necessidade, ele procede ao contrário: os elementos iniciais só recebem seu significado como rima por meio do elemento final, mas o elemento final sem os elementos iniciais não é concebível em si mesmo.
[A obra de arte do futuro]
Tanz-, Ton- und Tichtkunst,
Tanzkunst, Tonkunst und Tichtkunst.
1- Historicamente, essa prática de aliterações em que se exploram as sílabas fortes das palavras, nas quais se mostra a raiz, a história da palavra. Essas práticas foram utilizadas pela poesia antiga germânica como nos poemas
a- Beowulf, poema épico anglo-saxão, com 3,182 versos aliterativos, realizado entre n 975 e 1025 de nossa era;
b- Edda em verso, conjuto de 31 baladas em versos aliterativos, produzidos no século X e transcritos no século XIII, no Codex Regius. Strindberg, Tolkien, Borges, entre outros, se beneficiaram desses textos anônimos;
c- Nibelungenlied ou Canção dos Nibelungos. Poema épico de 2400 estrofes, cada estrofe de 4 versos. Escrito no século XII.
d- Kalevala, compilado por Elias Lönrot no século XIX, sendo o poema épico da Finlândia, tendo sido lido por Kandinsky.
Alguns foram traduzidos para o português: https://www.barbudania.com.br/
Comentários
Postar um comentário