ex passo

A ideia atual do documentário experimental que estamos fazendo gira em torno de um espaço muito específico, tudo retorna a esse lugar, gira em torno dali, brota da mesma mina: a biblioteca da UnB. E por meio de um outro acontecimento que já em si faz emergir outro espaço, o depósito da BCE, ou um depósito de biblioteca num sentido mais universal. E um depósito, todos conhecemos como é um depósito, um lugar escuro, guardado, socado lá no fundo dum contêiner ou quarto esquecido, etc etc. Há aqui um espaço como sugerido nas aulas, um espaço sonoro, um barulho de livros se empilhando e sendo jogados num caminhão. O barulho das folhas sendo rasgadas, as folhas de rosto, com o objetivo de dar baixa no sistema do pergamum da biblioteca, a queima de arquivo, o próprio barulho da queima de arquivo. A nossa cena, skené (?), nosso objeto funcional é sempre retirar estórias a partir de livros destroçados, picados, uma catábase em que um guia, um “ajudante de guarda livros”, como diz o Pessoa, orienta ao contar os causos da biblioteca e de um bibliocídio a história da UnB, a história intelectual do Brasil, a própria biografia de uma figura polêmica que flagra Alexandria ir pro saco. É aqui que o espaço de fato significa coisas que não estão vistas, explícitas. Golpe Cicatriz.
Nosso conflito é ao entrevistar certas pessoas, não cair na linguagem clássica de documentários sobre história de livros ou da UnB. A nossa tentativa vai ser resolver esse problema com o espaço do livro, do texto, as próprias bordas e margens, ou seja, tentar conseguir usar os livros devassados para contar uma história de forma a ter ao lado uma tentativa não textocêntrica de contar a história e ao mesmo tempo defender livros com a denúncia amadurecida e histórico-criticamente argumentada. Como MOSTRAR o bibliocídio sem usar a imagem e o relato dos livros de forma cansativa? Que música colocar aqui? Qual a predominância da linguagem verbal nesse documentário? São coisas que estamos pensando. Algumas conversas de redes sociais podem ser usadas porque elas instalam e linkam algo que outras séries e audiovisuais têm usado. Cena da carne

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