Pensamentos sobre o espaço do processo

 

Pensar a espacialidade dentro do projeto significa, sobretudo, pensá-lo de forma global, já que a proposta esta verticalmente vinculada ao espaço de Uberlândia. Aqui podemos fazer algumas considerações sobre quais são estes espaços e como eles podem ser agenciados dentro do processo.

O primeiro espaço que pode ser sinalizado é o ESPAÇO FÍSICO. Pensar como e quais “locações” serão elencadas para o projeto, considerando que a proposta intenta dialogar com os espaços materiais da cidade como condutores de uma ação artística, que gerará vetores para a criação de uma dramaturgia e como desdobramento será partiturizada em ações físicas. O espaço enquanto fonte imagética tangencia para a construção de um arcabouço sensível para tal criação. Formas, desenhos, arquitetura, localização, disposições, suas características materiais e físicas.

Além deste espaço podemos considerar o ESPAÇO MEMORIAL, HISTÓRICO E SOCIAL DA CIDADE. Como estes prédios e escombros dialogam com a história e sua passagem de tempo, suas implicações sociais dentro do contexto uberlandense considerando as vozes que aqui vivem, viveram ou viverão. Quais são as memórias impregnadas nestas edificações e como evidenciar-contrapor as lembranças da cidade? Quais histórias estão entranhadas nos cimentos e ruas da cidade? Que povoado é essa? Quem habita estes centros e como se dispõem no encontro com a materialidade do aqui-agora, de seus desejos, e de suas experiencias cotidianas?

Penso que ainda existe um ESPAÇO que se pode explorar sob o aspecto do PÚBLICO-PRIVADO, numa construção de sentido. Considerar o dialogo entre o que está exposto em público com o espaço interior e pessoal do atuante, neste jogo de percepções e composição, em que o público pode ser interposto pelas vivências e experiências e ainda, expandidas pelo espaço íntimo, privado e pessoal num movimento criativo.

Além disso penso no ESPAÇO DE CRIAÇÃO em si. Como estar em movência pelo processo criativo, cavando, buscando fissuras e construindo um projeto dentro deste espaço infindável de variantes, de possibilidades e que exigem escolhas, acordos e escuta. O espaço da criação é o lugar onde podemos colocar em xeque nossas escolhas, pensamentos, derivações para dialogar com nosso desejo criativo. Aqui podemos problematizar, falhar, voltar a trás, rever os conceitos, reorganizar a rota...afim de que possamos ter clareza do discurso que estamos propondo, reconhecendo as potências e falhas do trajeto.

 

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