Sonoridades

 

    Acredito que no post passado, acabei esclarecendo a importância dos sons para o meu projeto, visto que ele é fundamentalmente baseado nas músicas que meu amigo e eu estamos compondo. Contudo, quando se trata apenas dos sons em si, percebo que estes acabaram estando mais integrados do que se pretendia, pois, se cada música é baseada em uma estação, como são os sons das estações? O que se escuta no inverno que não se escuta na primavera? Passos na neve, por exemplo, são uma das sonoridades que constituem a minha música de inverno, enquanto que na de outono do meu amigo, ele usou e abusou do som do vento, e, inclusive, quando eu a escutei pude perceber o som de passos, e fiquei me perguntando "quem está aqui? Quem está andando?", para qual o meu amigo me respondeu: "é você, andando na Uepg de salto, que quando eu escutava eu sempre sabia que você estava chegando". 

    A ambientalização de onde as músicas se passam é uma das características que, apesar de não termos diretamente discutido, acabamos integrando, e mesmo sendo algo opcional, pude perceber que se tornou algo esperado de nossas músicas. "Onde estou? O que tem nesse lugar? Quem mais está aqui?" são algumas perguntas que nós esperamos que o outro faça quando se escuta a sua música, visto que por ser (temporariamente) um local imaginativo, não conseguimos passar exatamente uma visão de um cenário específico, mas chegamos perto disso através desses sons. 

    Além disso, pensamos na constituição desses sons integrados com o conto, pois, como exemplificado sobre os passos na neve, no conto é necessário que as personagens andem na neve também, dessa forma a narrativa flui e é guiada não apenas pela letra da música, nem pela música em si, mas pelas sonoridades. Dessa forma, ao mesmo tempo que o leitor tem espaço para construir o local e o cenário do conto em sua imaginação, ele também terá outras informações que o ajudem a navegar naquele espaço, como o som de pássaros, o vento, os passos, entre outros. 

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